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Nesta quinta-feira (31/05), é celebrado o Dia Mundial sem Tabaco, data que visa conscientizar a sociedade sobre os males causados pelo consumo do cigarro. Este ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu o tema Tabaco e Doença Cardíaca para reforçar o alerta. A campanha destaca a ligação entre tabaco e doenças cardiovasculares, incluindo acidentes vasculares cerebrais, que, combinados, são as principais causas de morte do mundo (17,7 milhões de pessoas por ano). 

Com o slogan “Com o coração não se brinca. Faça a melhor escolha para a sua vida: não fume!”, a ação busca alertar a população brasileira quanto aos danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco. Confira aqui os cartazes da campanha do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e da OMS. 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estimula as operadoras de planos de saúde a desenvolverem medidas de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças e a realizarem campanhas educativas junto aos beneficiários para informar quanto aos riscos de exposição ao tabaco. E para alertar e conscientizar servidores e colaboradores sobre o tema, no próximo dia 5 de junho a reguladora promoverá uma Roda de Conversa para discutir os riscos causados pelo uso do tabaco, a dependência, a abstinência, a decisão de parar de fumar e seus benefícios. 

Na ocasião, o enfermeiro da Coordenadoria Geral de Atenção Primária à Saúde, Sebastian Freire de Oliveira, apresentará o Programa de Controle do Tabagismo desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS/RJ). A atividade será realizada na sede da ANS, no Rio de Janeiro. 

De acordo com a OMS, sete milhões de pessoas morrem anualmente pelo tabagismo e, destas, cerca de 900 mil são vítimas de fumo passivo. Ou seja, pessoas que não fumam mas convivem no mesmo ambiente com fumantes estão expostas aos componentes cancerígenos e tóxicos exalados pela fumaça do cigarro da mesma maneira de quem os consome. Outra preocupação é relacionada aos jovens, já que a dependência da nicotina se estabelece rapidamente e a probabilidade de usuários de tabaco continuarem fumando na fase adulta é elevada. 

No Brasil, estima-se 156.216 mortes anuais em função do tabagismo, o que corresponde a 12,6% das mortes que ocorrem no país. E embora o índice de fumantes venha diminuindo ao longo dos anos no país, dados da pesquisa Vigitel apontam que em 2016 a frequência de fumantes adultos chegou a 10,2%. A parcela de homens fumantes corresponde a 12,7%; entre as mulheres, o índice é de 8%. Já entre os beneficiários de planos de saúde, a pesquisa Vigitel da Saúde Suplementar registrou 7,3% de adultos fumantes em 2016. O índice também é maior no sexo masculino (9%), ante 6% de frequência entre o sexo feminino.

 


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