Padrão TISS   Veja também:

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FORMAS DE COMUNICAÇÃO

As operadoras são obrigadas a estar preparadas para receber de sua rede credenciada os arquivos XML através de upload em sua página web, independente de outras formas de comunicação disponibilizadas opcionalmente.

Nenhum tipo de tecnologia está proibida pela Norma. Qualquer tecnologia legada poderá ser utilizada desde que consiga atender na integra a norma e o padrão de comunicação e segurança determinado, e que não-proprietária, a fim de facilitar a utilização da mesma por todos os atores envolvidos.

É considerada a utilização de serviços terceirizados para envio mensagens TISS através de servidores certificados. Um certificado digital poderá ter várias entidades cadastradas. Os serviços terceirizados pelas entidades (call center, URA, conectividade, etc...) são de responsabilidade da empresa contratante, sendo a contratada considerada parte da contratante para o cumprimento de legislações e responsabilidade. As informações padronizadas devem ser aplicadas no fluxo entre Prestadores e Operadoras. Não há necessidade de padronização entre Contratada e contratante.

As Operadoras poderão manter seus portais para preenchimento de guias e processo de autorização desde que estes estejam adequados ao padrão de Conteúdo e Estrutura. Todos os campos obrigatórios definidos para a guia devem estar contemplados nas interfaces, obedecendo a nomenclatura e a seqüência estabelecida no padrão. Mesmo para operadoras que disponibilizem este portal fica mantida a obrigatoriedade de estarem preparadas para receber os arquivos no formato XML através de webservices ou qualquer outra tecnologia que atenda a necessidade da operação.

Webservices

A utilização de webservices para a troca de mensagens entre Operadoras e Prestadores de serviços médico-hospitalares não é obrigatório, mas caso a entidade opte pela utilização deste modelo, deverá seguir integralmente o padrão definido a seguir, além de todos os requisitos de segurança definidos pelo manual de referência desenvolvido pelo CFM e pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde, mencionado na Resolução Normativa nº 114, de 26 de outubro de 2005, que institui o padrão TISS, descritos no item “Segurança e Privacidade”.

O padrão de comunicação para arquitetura Webservice (wsdl) está disponível para download em http://www.ans.gov.br/padroes/tiss/schemas, seguindo as mesmas regras de versionamento.

Gerenciador de Fila de Mensagens

As aplicações de prestadores e operadoras devem poder se comunicar através de caixas de entrada e de saída. Para evitar que os prestadores tenham de lidar com diversas organizações de arquivos e nomenclaturas, oriundos de diferentes operadoras, o sub-comitê de comunicação e segurança propôs uma estrutura padrão.

Pasta Raíz

Todas as caixas, tanto as de entrada quanto as de saída, para todas as operadoras e prestadores, devem ser subpastas de uma pasta raíz única. Esta pasta raíz deve poder ser definida por cada prestador e operadora, devendo ser um parâmetro aceito por todas as aplicações que usem a estrutura.

Caixas de Entrada

As caixas de entrada devem permitir o processamento das mensagens recebidas na mesma ordem em que foram compostas pelo remetente, ou seja: em ordem de seqüencial de mensagem TISS.

Assim, a partir da raíz, as pastas devem se organizar por:

      1. A palavra “recepção”.

        2. Data de recepção, no formato AAAAMMDD – mensagens recebidas em 10/09/2006 iriam para o pasta 20060910, por exemplo.


          3. Código do destinatário – o código do prestador na operadora, se a caixa for do prestador, ou o registro ANS da operadora, se a caixa for da operadora.


            4. Código do remetente – o registro ANS da operadora, se o caixa for do prestador, ou o código do prestador na operadora, se o caixa estiver na operadora.

    Dentro deste último nível, cada arquivo deve ser gravado com o nome:
    <seqüencial de mensagem TISS>_<hash MD5 da mensagem>.xml

    O seqüencial de mensagem TISS deve ser formatado com zeros à esquerda em 20 posições.

    Assim, se a pasta base para recepção for a /home/tiss, os arquivos recebidos no dia 26/02/2006, vindos do prestador ABC123 e destinados à operadora 999999 serão gravados, na operadora, na pasta: /home/tiss/recepcao/20060226/999999/ABC123.

    O nome será algo como: 00000000000000000025_35b2ed93b6c0d07b96bfdfd6cbef4d.xml , dependendo do hash da mensagem.

    Caixas de Saída

    As caixas de saída terão uma organização mais simples, já que serão geradas pelo sistema local. Os seguintes níveis serão observados, a partir da pasta raíz:

      1. A palavra “transmissão”.

        2. Código do destinatário – o registro ANS da operadora, se o caixa for do prestador, ou o código do prestador na operadora, se o caixa estiver na operadora.

    Dentro deste último nível, cada arquivo deve ser gravado com o nome:
    <seqüencial de mensagem TISS>_<hash MD5 da mensagem>.xml

    As caixas de saída podem ser mais simples porque, ao receber cada mensagem, o processo no destino a colocará em caixas de entrada com a estrutura acima, separando os diferentes remetentes, se for o caso.