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Oficina debate promoção e prevenção

Data de publicação: Terça-feira, 19/10/2010

 “Saúde é investimento, não é custo”. Com essa afirmação, foi aberta a Oficina de Monitoramento dos Programas de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças promovida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no dia 8 de outubro, no Rio de Janeiro. Participaram do evento 79 representantes de operadoras de planos de saúde, todos com programas de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças aprovados pela ANS.

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O evento contou com 79 participantes de operadoras com programas cadastrados - FOTO jorge Luiz

Em sua fala, o diretor-adjunto de Normas e Habilitação dos Produtos (Dipro), Fabio Fassini, esclareceu que a Dipro vem trabalhando no sentido de melhorar a qualidade da assistência prestada pelas operadoras aos beneficiários de planos de saúde. Por essa razão, torna-se atribuição dessa diretoria a instauração de regimes especiais de Direção Técnica, que consiste no acompanhamento in loco das operadoras que apresentem problemas de cunho assistencial. “O investimento em programas de Promoção e Prevenção traz ganhos assistenciais a médio e longo prazo”, ressaltou Fassini.

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Fabio Fassini fala sobre o benefício de investir em programas de promoção e prevenção - FOTO jorge Luiz

Gerente de apoio do Instituto Qualisa de Gestão (IQG), Ana Flavia Felix falou sobre a criação de normas para a acreditação dos programas de promoção e prevenção. Segundo ela, a ação é inovadora, pois esse tipo de certificação destinava-se apenas às instituições de saúde. Ana explicou ainda que, após a aprovação dos programas, constatou-se a necessidade de avaliação permanente, que é feita a cada 8 meses: “Alguns programas acabavam perdendo a adesão dos participantes, o que prejudicava a continuidade do trabalho e sua eficácia”.
 
A estatística analítica foi o ponto principal da palestra do professor de Epidemiologia e Bioestatística da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da PUC do Rio Grande do Sul, Mário Bernardo Wagner. Ele enfatizou a importância dos indicadores no processo de avaliação dos programas. Wagner diz que a análise meramente quantitativa não é suficiente para gerar evidência científica. “Não é possível chegar à excelência se não há análise estatística dos programas”, afirmou.

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Operadoras de planos de saúde apresentaram seus programas - FOTO Jorge Luiz

Operadoras de planos de saúde com programas cadastrados tiveram a oportunidade de compartilhar experiências com os participantes. Eliane Guimarães, da Unimed, apresentou programa destinado às gestantes. Elas participam de encontros com equipe multidisciplinar, recebem material educativo, além de acompanhamento durante e após o parto. Maria Erivânia Campos, da Camed, apresentou o Programa de Prevenção Odontológica (PPO), que tem o objetivo de conscientizar o beneficiário a cuidar da saúde bucal. “Preferimos ter um pequeno custo com o programa de prevenção a gastar com canal, restauração e outros procedimentos”. Walter Moschella, do grupo Notre Dame Intermédica, contou a experiência da operadora com o Programa de Atenção ao Idoso (PAI). A iniciativa tem o objetivo de auxiliar idosos que necessitam de reabilitação funcional. Segundo Moschella, o programa reduz o número de internações e melhora a qualidade de vida dos participantes.
 
Kylza Estrella, assessora especial da Assessoria Assistencial dos Produtos, comentou as ações da Agência que estimularam o aprimoramento dos programas de promoção e prevenção, como a realização de seminários e a publicação de manuais. Kylza ressaltou a importância do “Vigitel da saúde suplementar”, publicação realizada em 2008 em parceria com o Ministério da Saúde sobre os resultados relativos a beneficiários de planos de saúde do sistema de Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Trata-se de uma ferramenta que monitora os principais fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis e que apresenta um mapa da saúde dos beneficiários de planos: “O Vigitel apresentou pontos que devem nortear nossos programas, tais como o alcoolismo, o tabagismo, a alimentação e as atividades físicas”. Para Kylza, as operadoras estão compreendendo cada vez mais a dinâmica da criação dos programas de promoção e prevenção. Segundo ela, dos programas enviados para a ANS em 2009, 18% foram aprovados. Em 2010, 25% foram aprovados. Para a assessora, o Nordeste ocupa o segundo lugar em programas cadastrados, perdendo apenas para a Região Sudeste.

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Kylza Estrella falou do sistema de “Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) - FOTO Jorge Luiz

O evento terminou com a Especialista em regulação da ANS, Jacqueline Torres, concedendo instruções sobre o cadastramento do Formulário de Monitoramento (FM) dos programas de promoção de saúde e prevenção de riscos e doenças.